Cursos gratuitos pelo portal EaD SENAR ?

Aqui todos os associados tem acesso gratuito.

O que é Associação de Moradores?

Em busca de solução para os problemas comuns do bairro, a comunidade é provocada a ter contato com os agentes políticos do município.

Programa Inclusão Digital

O programa Inclusão Digital tem por objetivo oferecer as pessoas do meio rural o conhecimento necessário para que todos saibam utilizar o computador...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O que é Associação de Moradores?

A participação em uma associação de moradores é uma das experiências cidadãs que mais desperta o senso crítico. Em busca de solução para os problemas comuns do bairro, a comunidade é provocada a ter contato com os agentes políticos do município. E essa participação na vida e nos problemas do povo gera muito aprendizado, muito saber!

Uma das ferramentas mais eficazes para a organização de uma comunidade é a Associação de Moradores (AM). Nela, os cidadãos aprendem o que é cidadania, algo que foi conquistado ao longo dos anos por mulheres e homens que souberam se organizar. Descobrem que reivindicando seus direitos legítimos não estão pedindo favor. Estão sim exercendo seu dever. É um espaço comunitário onde as pessoas trabalham juntas por melhores condições de vida.

O que muda com Associação de Moradores?

O que muda com uma Associação de Moradores
Uma autêntica AM revela o nível de organização do bairro diante das necessidades básicas da comunidade. Ela tem a missão de cobrar os direitos do povo ao poder público (Prefeitura). Sabe aquele lixo que não é recolhido, aquela água de má qualidade que chega à sua torneira, o ponto de ônibus e o telefone público que ainda não existem na sua rua? Você paga impostos por tudo isso, portanto é seu dever cobrar da Prefeitura a realização destas obras. Mas sozinho fica um pouco mais difícil de exercer sua cidadania. Trabalhar em conjunto por melhor qualidade de vida é o grande objetivo deste espaço comunitário chamado Associação de Moradores.


Exemplos de histórias bem-sucedidas não faltam. Nesta cartilha você terá acesso a algumas dessas histórias e ainda vai saber como organizar esse primeiro espaço de exercício da cidadania que se chama Associação de Moradores.

Os exemplos de sucessos estão bem pertinho de nós...
ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DO SÃO PEDRO
-

ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA DOS CARNEIROS
-

ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA LARGES
-Exportação de doces produzidos pelos associados, tudo legalizado (2009)

ACAASE - ASSOCIAÇÃO COMUNITÁRIA SERRA DOS ESPINHOS
-Poços Artesianos (1998).
-Ampliação e Manutenção da estrada principal (2008)
-Energia Elétrica (2007)
-Carro Pipa – Fornecimento de água doce pelo exército (2007)

Como organizar uma AM (Associação de Moradores) em nosso bairro

Como organizar uma AM em nosso bairro
É preciso reunir um grupo que tenha interesse pelo bem comum do bairro, trocar idéias
e buscar alternativas para os problemas da comunidade. Só um grupo bem organizado consegue levar o projeto adiante, por isso, o ideal é que o grupo tenha as seguintes características:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cursos já garantidos para os associados da AMA

*Curso de Cabeleireiro
Professores: Joca Cabeleireiro e Edilson Fonseca

*Curso de Violão
Professores: Jonas Viane e Samuel Laudilio

*Curso de Teclado
Professores: Ricardo Ferreira e Samuel Samuel Laudilio

*Curso de Informática
Professores: Jeomário Martins, Herbert de Souza e Samuel Laudilio

*Curso de Corte/Costura
Professores: Fechando parceria


*Curso de Artesanto (diversos)
Professores: João Guerrilha


*Cursinho pré-vestibular
Professores: da rede estadual de Carnaíba 

*Escolinha de Futebol
Professores: Rodízio entre jogadores profissionais de Carnaíba


*Aulas de Capoeira
Professores:
Jeomário Martins

*Creche
Projeto

*Mercado DistritalProjeto

domingo, 1 de janeiro de 2012

Exposição de Caprinos e Ovinos de Carnaíba do Sertão e Região

A EXPO-CSExposição de Caprinos e Ovinos de Carnaíba do Sertão e Região poderá ser considerada a maior vitrine da cadeia produtiva do setor, transformando a comunidade em referência regional ovinocaprinocultura. Empresas e criadores se apresentarão numa área coberta de aproximadamente 100m², mostrando todas as tendências do mercado que mais cresce no Brasil.

A caprinovinocultura é uma das mais antigas atividades do Homem, datada de 5.000 anos antes de Cristo. Povos da Mesopotâmia, dos vales, montanhas e desertos do Crescente Fértil, já criavam ovelhas, bem como chineses e tribos da África. Os rebanhos persistem até hoje, desde minguados grupamentos no Oriente até as mais modernas criações nos desertos da Austrália, dos Estados Unidos e outras regiões do planeta.

No Brasil, a criação encontra-se em plena expansão, embora muita gente imagine que a atividade é nova, por ter sempre ocupado um magro espaço na imprensa. Muitos até pensam que não passa de modismo, representa muito dinheiro. Analisando a ovinocultura do país em várias regiões encontram-se várias situações e tipos de exploração e oportunidades de gerar emprego com a atividade onde existem profissionais que vivem da caprinovinocultura como professores de universidades, técnicos de registro, juízes, zootecnistas, veterinários, empregados rurais, cabanheiros, técnicos agrícolas e comerciantes de caprinos e ovinos Há os fornecedores de equipamentos e insumos diversos, tais como: cercas elétricas, pistolas dosificadoras, rações e minerais formulados nas exigências nutricionais dos ovinos e uma infinidade de produtos voltados para o setor.

É a cadeia formando-se e solidificando-se como atividade pecuária séria. Para muitos, a caprinovinocultura é uma paixão, para outros a melhor forma de investimento na pecuária.
Os criadores costumam dizer que dos caprinos e ovinos só não se aproveita o berro. De fato, as aptidões desses animais para a produção de leite, lã, carne e pele são cada vez mais exploradas.

Texto de: FEINCO

Adaptado por: Samuel Laudilio

Cursos | Confira nossos cursos

Cursos gratuitos clique aqui

Programa: Empreendedorismo e Gestão de Negócios

O Programa Empreendedorismo e Gestão de Negócios tem por objetivo contribuir para a melhoria da gestão da propriedade rural, cooperando para a geração de renda e melhorar a qualidade de vida das famílias rurais, visando o fortalecimento do agronegócio brasileiro.
Desta forma o programa oferta três cursos, são eles: Com licença vou à Luta, voltado para mulheres empreendedoras rurais que tem por objetivo contribuir com instrumentos teóricos e práticos que estimulem o empreendedorismo, a liderança e a gestão eficiente de seus negócios; Trabalhador Empreendedor que tem como objetivo principal identificar as características, competências e habilidades empreendedoras do meio rural a fim de otimizar seus negócios; e Negócio Certo Rural (Internet e CD-ROM), que tem como objetivo principal contribuir para a melhoria da gestão da propriedade rural por meio da capacitação, tendo como foco principal o empreendedorismo, visando o fortalecimento do agronegócio brasileiro.



  • Negócio Certo Rural – CD-ROM

    Programa: Empreendedorismo e Gestão de Negócios
    • Ementa: Diagnóstico da propriedade. Potencialidades e deficiências da propriedade. Principais atividades produtivas da região do participante. Identificação de novas ideias de negócio a partir da realidade e potencialidades da região do participante. Busca de informações para avaliar as ideias. Capital necessário para viabilizar o negócio. Identificação de pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças do negócio escolhido. Verificação de uma nova ideia de negócio. Planejamento e melhoria das atividades atuais ou nova ideia de negócio. Planejamento, organização, controle e avaliação dos resultados do Negócio Certo Rural. Estudo de mercado. Estratégias de comercialização dos produtos, visualizando novas oportunidades de mercado. Melhores formas de diminuir riscos e atuar junto de outros produtores com interesses semelhantes: associativismo e cooperativismo. Construção de um plano de negócio da atividade escolhida.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural que não possuem acesso a Internet.
    • Certificado: 40 horas/aula.
    Saiba mais




  • Negócio Certo Rural – Internet

    Programa: Empreendedorismo e Gestão de Negócios
    • Ementa: Neste curso você vai aprender sobre: Diagnóstico da propriedade. Potencialidades e deficiências da propriedade. Principais atividades produtivas da região do participante. Identificação de novas ideias de negócio a partir da realidade e potencialidades da região do participante. Busca de informações para avaliar as ideias. Capital necessário para viabilizar o negócio. Identificação de pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças do negócio escolhido. Verificação de uma nova ideia de negócio. Planejamento e melhoria das atividades atuais ou nova ideia de negócio. Planejamento, organização, controle e avaliação dos resultados do Negócio Certo Rural. Estudo de mercado. Estratégias de comercialização dos produtos, visualizando novas oportunidades de mercado. Melhores formas de diminuir riscos e atuar junto de outros produtores com interesses semelhantes: associativismo e cooperativismo. Construção de um plano de negócio da atividade escolhida.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 40 horas/aula.
    Saiba mais




  • Trabalhador Empreendedor

    Programa: Empreendedorismo e Gestão de Negócios
    • Ementa: Visão empreendedora. Espírito empreendedor. Proatividade e reatividade. Diagnóstico do nível de desenvolvimento da proatividade. Trabalho em equipe. Habilidades de trabalhar em equipe. Diagnóstico da habilidade de trabalhar em equipe Comprometimento, comunicação e autocontrole. Diagnóstico de comunicação e autocontrole. Situações de risco na administração de negócios. Criando sucesso.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 40 horas/aula.
    Saiba mais




  • Com Licença Vou à Luta

    Programa: Empreendedorismo e Gestão de Negócios
    • Ementa: Conceitos de empreendedorismo. Características de empreendedores de sucesso. Diagnóstico da propriedade. Planejamento, organização, controle e avaliação os resultados de um negócio. Aspectos gerais de leis trabalhistas. Direitos e deveres do empregador e empregado. Legislação ambiental. Conceitos de liderança. Características essenciais de um líder.
    • A quem se destina: Este curso é para mulheres empreendedoras da área rural.
    • Certificado: 40 horas/aula
    Saiba mais

Programa: Inclusão Digital

Programa: Qualidade de Vida

Programa: Escola do Pensamento Agropecuário

Programa: Inclusão Digital

O programa Inclusão Digital tem por objetivo oferecer as pessoas do meio rural o conhecimento necessário para que todos saibam utilizar o computador, acessem a internet e busquem as informações que precisam para obter melhores resultados na gestão de seus negócios.
Desta forma o programa oferta 7 cursos, são eles: Primeiros Passos no Canal do Produtor, Primeiros Passos na Informática, Primeiros Passos no Word, Primeiros Passos no Excel, Primeiros Passos no E-mail, Primeiros Passos na Internet e Primeiros Passos na Digitação.
Orientação para matrícula: neste programa, Inclusão Digital,  você escolhe 1 curso para sua matrícula.
Conheça cada curso abaixo.




  • Primeiros Passos na Digitação

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: Postura correta ao sentar-se diante do computador, posição correta dos punhos e dedos. Intervalos de descanso e variação de atividades e exercícios para alongamento e relaxamento. Tipos de teclado. Distribuição das teclas, técnicas de digitação e domínio do teclado. Posição das mãos e o posicionamento dos dedos, associação de cada dedo à tecla correspondente, a fim de tornar a digitação intuitiva e aumentar o rendimento. Treinamento da velocidade e precisão na digitação, por meio das sequências mais utilizadas do teclado, letras, acentuação, pontuação, etc. Exercício gradual para facilitar a memorização das posições das teclas, o posicionamento correto dos dedos e a utilização de todos os dedos sem olhar para o teclado.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 15 horas/aula.
    Saiba mais




  • Primeiros Passos no Excel

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: O que é e para que serve o Excel? Acessando o Excel. Conhecendo a barra de menus. Conhecendo a barra de ferramentas. Elementos básicos de uma planilha. Como criar uma nova planilha? Inserindo dados em uma planilha. Formatando células. Inserindo linhas e colunas. Ordenando colunas. Mesclando células. O que são e para que servem as fórmulas? A barra de fórmulas. Principais fórmulas do Excel. Somando e subtraindo dados. Multiplicando e dividindo dados. O que são e para que servem os gráficos? Principais tipos de gráficos do Excel. Criando um gráfico. Editando um gráfico. Salvando uma planilha. Abrindo uma planilha existente. Acessando planilhas recentes. Definindo área de impressão. Imprimindo planilhas.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 15 horas/aula
    Saiba mais




  • Primeiros Passos no Word

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: O que é e para que serve o Word? Acessando o Word. Conhecendo a barra de menus. Conhecendo a barra de ferramentas. Criando um documento novo no Word. Configurando a página do documento. Escrevendo e editando um texto. Copiando, colando e recortando um texto. Formatando um texto. Definindo cabeçalho e rodapé. Inserindo número de páginas. Trabalhando com listas, imagens e tabelas. Salvando um documento. Abrindo um documento existente. Acessando documentos recentes. Visualizando documento para impressão. Imprimindo documentos.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 15 horas/aula
    Saiba mais




  • Primeiros Passos na Internet

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: O que é Internet? História da Internet. Tipos de conexão. Principais termos utilizados. O que é um site? O que é um blog? Download e Upload. Navegadores. Tipos de navegadores. Conhecendo o Internet Explorer. Definindo a página inicial. Utilizando os sites favoritos. Pesquisa na Internet. O que é um buscador? Os principais buscadores disponíveis na Internet. Utilizando a busca no Google. Buscando imagens no Google.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 10horas/aula
    Saiba mais



  • Primeiros Passos no E-mail

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: História do e-mail. Conceito de e-mail. Principais termos utilizados. O que é uma conta de e-mail? Formas de acesso ao e-mail. Serviços gratuitos de e-mail. Vantagens de criar uma conta de e-mail no Canal do Produtor. Como criar uma conta de e-mail no Canal do Produtor? Acessando a conta de e-mail criada no Canal do Produtor. Enviando um e-mail. Utilizando o e-mail. Anexando arquivos. Recebendo e-mails. Respondendo e encaminhando e-mails. Utilizando o catálogo de endereços. Buscando e-mails enviados e recebidos. Excluindo um e-mail.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 10horas/aula
    Saiba mais





  • Primeiros Passos na Informática

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: Componentes do computador, softwares, sistemas operacionais.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 10 horas/aula
    Saiba mais





  • Primeiros Passos no Canal do Produtor

    Programa: Inclusão Digital
    • Ementa: Programa de inclusão digital rural. Sistema CNA/SENAR. Escola do Pensamento Agropecuário. Ferramentas, funcionalidades e serviços do portal do canal do produtor.
    • A quem se destina: Este curso é destinado às pessoas do meio rural.
    • Certificado: 5horas/aula
    Saiba mais

Programa: Qualidade de Vida

Programa: Escola do Pensamento Agropecuário

Programa: Qualidade de Vida

O Programa Qualidade de Vida tem por objetivo contribuir para melhoria da qualidade de vida das pessoas do meio rural. Desta forma é ofertado o curso Saúde Rural que apresentará informações que possibilitem a prevenção e redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho rural, promovendo sua saúde.
Orientação para matrícula: no Programa Qualidade de Vida  você escolhe 1 curso para sua matrícula.
Conheça abaixo o curso.
  • Saúde Rural

    Programa: Qualidade de Vida
    • Ementa: Conceito de saúde. Higiene pessoal, higiene bucal. Alimentação saudável. Higiene alimentar. Limpeza das mãos e corpo após o manuseio de agrotóxicos. Medidas emergências nas Intoxicações por Agrotóxicos e em Geral. Importância dos EPI e EPC Acidentes com plantas no meio rural. Acidentes com animais peçonhentos e não peçonhentos no meio rural. Drogas lícitas (álcool e tabaco). Violência contra a mulher e criança. Leis: Maria da Penha e outras. Planejamento familiar: Métodos contraceptivos. DST/ HIV. Hepatites virais. Medidas preventivas: Vacinação. Câncer de pele. Câncer da mama. Câncer de colo de útero. Câncer de próstata. Verminoses e protozooses intestinais. Insetos vetores de doenças ao homem (moscas, mosquitos, piolhos, pulgas, carrapato e barbeiro). Zoonoses. Ginástica laboral. Postura no trabalho rural.
    • A quem se destina: pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 30 horas/aula
    Saiba mais

Programa: Escola do Pensamento Agropecuário

Programa: Escola do Pensamento Agropecuário

O Programa Escola do Pensamento Agropecuário é formado por 06 cursos:
Meio Ambiente: 10 horas/aula
Abastecimento e Renda: 06 horas/aula
Trabalho Decente: 08 horas/aula
Educação e Qualificação Profissional: 06 horas/aula
Pobreza Rural: 04 horas/aula
Direito de Propriedade: 06 horas/aula

As matrículas estarão sempre abertas e os cursos iniciarão no prazo máximo de 15 dias.

Orientação para matrícula: Neste programa você irá escolher o curso que mais lhe interessa e realizar sua matrícula. Assim que concluir, poderá se matricular em um dos demais cursos e assim sucessivamente.

Conheça cada curso abaixo.

  • Meio Ambiente

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: Informações sobre o código florestal brasileiro e debates sobre as diretrizes para um código compatível com a realidade do estado e município, noções de preservação ambiental e respeito às áreas produtivas plantadas.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 10 horas/aula
    Saiba mais




  • Abastecimento e Renda

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: Neste curso serão abordados temas como endividamento rural, seguro agrícola, liberação de crédito, assistência técnica, fatores climáticos e mudanças nos planos de governo.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 06 horas/aula
    Saiba mais






  • Trabalho Decente

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: Este curso aborda noções gerais de Direito do Trabalho, segurança e saúde do trabalhador rural, bem como os aspectos sociais do trabalho para o melhor gerenciamento de sua propriedade rural.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 08 horas/aula
    Saiba mais





  • Educação e Qualificação Profissional

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: Breve apresentação de algumas questões referentes à Educação no Brasil, tais como: situação das Escolas Rurais Brasileiras, Índice de desenvolvimento educacional brasileiro. O pensar de um novo modelo de Escola na zona rural brasileira.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 06 horas/aula
    Saiba mais





  • Pobreza Rural

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: O curso explica sobre a rede de proteção social no campo. Abordaremos debates sobre investimentos nas políticas públicas de educação, saúde e infraestrutura.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 04 horas/aula
    Saiba mais





  • Direito de Propriedade

    Programa: Escola do Pensamento Agropecuário
    • Ementa: Neste curso, os produtores poderão saber mais sobre as leis que regulamentam o direito de propriedade e poderão obter mais informações sobre reforma agrária, assentamentos rurais, entre outros assuntos.
    • A quem se destina: Pessoas do meio rural, dirigentes, sindicatos rurais e estudantes de Direito, Serviço Social, Sociologia, Agronomia, Engenharia Agrária, Veterinária, Zootecnia e outras áreas afins.
    • Certificado: 6 horas/aula
    Saiba mais

Cursos gratuitos pelo portal EaD SENAR

O portal EaD SENAR é uma iniciativa do SENAR e tem o intuito de contribuir com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural e consequentemente aumentar a rentabilidade dos seus negócios e garantir a sustentabilidade do meio ambiente. Nesse portal as pessoas do meio rural de todo território nacional tem acesso gratuito:
  • - a cerca de 15 cursos na modalidade à distância, via Internet.
  • - a comunidade de prática
  • - a cartilhas

    O que é o EaD SENAR?

    O que é Educação à Distância?


    Educação à Distância é uma modalidade de ensino-aprendizagem, em que o participante e o tutor estão separados espacial e temporalmente. Nela, o participante determina seu próprio local e tempo de dedicação ao estudo, que não precisa ser necessariamente, o mesmo do tutor, permitindo-se uma independência e autonomia maior do que ocorre na modalidade de educação presencial.

    O que preciso para fazer um curso à distância?


    Você deve ter acesso a internet para que possa realizar os cursos oferecidos pelo SENAR.

    Em que horário posso estudar?


    Você poderá estudar a qualquer momento, escolhendo o melhor horário e local para realizar o estudo.


    Quais os cursos oferecidos?

  • São 4 programas oeferecidos e diversos cursos em cada um deles CONFIRA AQUI!



Mambrina

Fonte: Aprisco

Raça originária da Síria e Palestina. É também chamada, no Brasil, de "Indiana" ou "Zebu"

A raça Mambrina foi introduzida no país no final do século XIX, por meio da empresa Hagembeck. Alguns desses animais, de longos pêlos e coloração negra, ficaram registrados em fotografias da família Lutterbach.

Os plantéis desta raça surgiram na Bahia na década de 1940, e logo se tornaram o maior patrimônio caprino baiano. A raça conta com dezenas de criadores entusiasmados e centenas de exploradores. Há bons consumidores em São Paulo, em Goiás, no Mato Grosso e em vários estados nordestinos.

Possui cabeça em cunha seca, distinta, forte e larga, com perfil subconvexo. O chanfro é direito na fêmea e ligeiramente bombeado no macho. O lábio superior é, às vezes, proeminente. Os olhos são expressivos, mansos, de cor azul celeste. São geralmente mochos, mas esta característica não é racial; quando possuem chifres, principalmente nos machos, estes são longos, saindo para os lados em espiral, para cima e para trás, enquanto nas fêmeas é espiralado e dirigido para trás, lembrando um pouco os da raça Angorá.

As orelhas são grandes/longas, largas, pendentes, atingindo até 40 cm de comprimento por 10 a 15 cm de largura, espalmadas, ultrapassando o focinho, apresentando uma curva para dentro e para fora da extremidade, com a ponta pregueada e retorcida para fora. O corpo é um pouco mais compacto que na cabra Nubiana, com as costas direitas, as costelas cinturadas, a garupa ampla e tão direita quanto possível.

O ventre é desenvolvido na cabra e o peito é largo e musculoso no bode. Úbere volumoso, de forma globular. Tetas de grossura variável, de preferência fortes. Membros altos, fortes, direitos e secos. A pelagem é variável, negra, castanha, amarelada, cinzenta e suas combinações em malhas. Os pêlos são cerrados e lustrosos, havendo animais tanto de pêlos curtos como compridos. Neste último caso, os pêlos compridos dominam no terço inferior do corpo, sendo curtos os da cabeça, orelhas e extremidades dos membros. No Brasil, os animais de pêlos curtos são preferíveis e evidentemente mais comuns, por serem mais adaptados ao clima.

Seu pelo médio é de 40 kg, na fêmea, e 60 kg no macho. A estatura vai de 70 a 75 cm na cabra e 80 a 90 cm no macho. As mucosas são escuras e a pele é flexível e predominantemente escura.

Esta raça é especializada na produção leiteira, mas tem bom potencial para a produção de peles e de carne. Produz diariamente de 2 a 4 litros de leite com 4% de gordura, com os quais se fabricam, no oriente, queijos e a conhecida manteiga de Alepo. O leite tem bom paladar, pois não possui odor hircino. É uma cabra muito rústica, de grande porte e fácil manejo. Adapta-se sobretudo às regiões agrestes, quentes e secas, como no Nordeste e Centro do Brasil, onde tem prosperado.

Muito prolífica, tem até dois partos por ano, quase sempre de dois cabritos. As melhores parições acontecem  no Brasil Central, na primavera. Seu temperamento é calmo. Os cabritos são sadios, fortes e resistentes, não necessitam de cuidados especiais para se desenvolverem bem. A carne é saborosa e muito apreciada. Em cruzamento com nossos caprinos comuns, dá mestiços maiores e mais leiteiros. É uma das raças mais recomendáveis para uma extensa região do nosso país.

Destinação: Carne, Leite, Pele

Região mais adequada: Nordeste, Centro-oeste e Sudeste brasileiro

Charnequeira

Fonte: Aprisco

Raça caprina originária de Portugal

Os caprinos da raça Charmequeira apresentam pelagem vermelho-clara ou mais escura, até o castanho carregado. O pêlo é liso, curto e por vezes brilhante. A cabeça é média de perfil retilíneo a sub-concâvo, de fonte convexa, seguida de pequena depressão, e de chanfro retilíneo. Focinho por vezes fino. Boca regular e lábios finos. Olhos vivos e acastanhados. Orelhas pouco destacadas, direitas e de comprimento médio.

Podem ser mochos ou com chifres grandes, largos, juntos na base, dirigidos para cima e ligeiramente inclinados para trás, divergentes, retorcidos na ponta ou nitidamente espiralados em saca-rolhas, rugosos e de secção triangular. Barba freqüente nos bodes e rara nas fêmeas. Pescoço comprido e estreito, reto, quase sempre com brincos ou campainhas. Os costados são arqueados. Abdômen regularmente desenvolvido, peito estreito e profundo, cauda horizontal por vezes levantada na ponta.

Úbere (peito) globoso, de regular volume, com tetas destacadas, separadas e dirigidas para frente ou para baixo e, neste caso, em dedo de luva. Os membros fortes, curtos, com aprumos regulares e unhas resistentes. Peso entre 55 kg e 60 kg, nos machos, e de 45 a 50 kg nas fêmeas.

Destinação: Carne, Leite

Marota


Fonte: Aprisco

Também denominada Curaçá, tem como características principais a pelagem toda branca, uniforme

Também denominada Curaçá, esta raça tem como características principais a pelagem toda branca, uniforme. Podem ocorrer pequenas pintas escuras na face interna das orelhas. As orelhas nem sempre são pigmentadas. A pele, mucosa e cascos são claros, com pigmentação na cauda. A cabeça é ligeiramente grande e vigorosa. Os chifres são de coloração amarelo-claro, bem desenvolvidos, divergentes. São voltados levemente para trás e para fora, com as pontas reviradas quase sempre para a frente, grossos na base e afinando para as pontas.

Orelhas pequenas, mas de forma alongada, terminando em ponta arredondada. O pescoço é delgado, proporcionando ao animal um aspecto elegante. A linha de apresentação do dorso é reta, a garupa inclinada. O corpo é ligeiramente alongado. O úbere, embora bem conformado, é pouco desenvolvido; as tetas são claras. Alguns animais possuem pêlos ásperos tipo angorá.

Os animais são de pequeno porte e leves, com os adultos pesando cerca de 36 kg. Os estudos em indivíduos da raça Marota indicam variações de prolificidade de 1,30 a 1,53. Em animais inferiores a um ano de idade, a mortalidade alcança a média de 28,7%. Ao completar o primeiro ano de vida os animais atingem cerca de 16,8 kg. A aptidão maior desta raça é para produção de pele e carne.

Destinação: Carne, Pele

Clima mais adequado: Quente e seco

Região mais adequada: Nordeste brasileiro

Murciana

Fonte: Aprisco

Raça especializada na produção de leite, mas também dá carne e pele

Na raça Murciana, distinguem-se três variedades: a de "Hora", explorada em regime de estabulação, no Vale do Segura; a de "campo de Cartagena", que, em geral, não é estabulada e a "Serrana", com notável aptidão para o corte e que vive em liberdade.

Os animais possuem cabeça de tamanho médio, de aspecto triangular, com frente ampla e sutura fronto-nasal ligeiramente deprimida. Delicada na fêmea, longa, fina descarnada e cônica; forte no macho. Chanfro direito ou ligeiramente côncavo. Perfil retilíneo, ligeiramente subcôncavo, discretamente subcôncavilíneo.

Arcadas orbitárias manifestas. Orelhas de tamanho médio, um pouco comprido, delgado, fino e cônico nas fêmeas, sendo mais curto, musculoso, potente e bem ligado no macho. Corpo harmonioso, pequeno, gracioso e esbelto, um pouco comprido na fêmea, bem musculado no macho. Com tronco bem proporcionado e com tendência a longimorfose. O peito é proeminente, saliente, amplo, musculoso, bem ligado, no macho. Tórax amplo, profundo com costelas cinturadas. Linha dorso-lombar retilínea, elevando-se ligeiramente até a garupa, que embora larga é curta, caída/inclinada.

As cruzes são altas. Espáduas pequenas e oblíquas. Ancas bem separadas. Cauda curta e erétil. Ventre amplo e bem conformado, volumoso na fêmea e bem sustido no macho. Úbere típico, grande, volumoso, simétrico, glanduloso, com ampla base de implantação. As tetas são diferenciadas, de tamanho médio, fortes, curtas e dirigidas para frente e para fora. Veias mamárias tortuosas e grossas. Membros que parecem longos pela fineza e elegância, fortes, musculosos e bem aprumados, com ossatura fina. Cascos pretos e fortes.

Os machos pesam entre 55-80 kg e as fêmeas, entre, 40-60 kg. Pelagem uniforme de coloração negra, ou vermelha escura, de mogno (caoba). No entanto, existem animais malhados de branco e preto. Neste caso, as malhas devem ser bem definidas e não constituir indício de cruzamento de outras raças, como a Maltesa e a Toggenburg.

Os pêlos são curtos, finos, sedosos e brilhantes. Os machos apresentam uma franja de pêlos compridos, cerdosos e eréteis no bordo superior do pescoço e linha dorso-lombar. A pele é fina, flexível/elástica e sem pêlos. É escura, assim como a mucosa.

Esta cabra é tipicamente leiteira. É esbelta e elegante. Sua aparência é provavelmente a mais bela entre as cabras leiteiras. O teor de gordura é de mais ou menos 4,5%. É encontrada em quase todo o Brasil, salvo nas regiões mais úmidas. É uma das raças mais indicadas para melhorar os caprinos nordestinos, pois suporta perfeitamente o clima quente e seco e produz ótimas peles.

Prolífera, costuma ter partos duplos e triplos. Os caprinos engordam com facilidade, dando carne muito apreciada, sem odor hircino pronunciado, tanto que se confunde com a de cordeiros. Pela sua docilidade, tamanho, frugalidade, alta produção e hábitos tranqüilos, é uma das melhores cabras para quintal e para regime de estabulação.

Destinação: Carne, leite, pele, melhoramento genético

Clima mais adequado: Não tolera climas frios. Suporta perfeitamente o clima quente e seco

Região mais adequada: Nordeste brasileiro

Toggenburg

Fonte: Aprisco

Do cruzamento inicial da cabra fulva de Saint-Gall com a branca Saanen surgiu a Toggenburg, uma raça mais rústica, porém excelente leiteira

Boa reprodutora, costuma ter gêmeos, algumas vezes triplos e quádruplos. O parto é simples e rápido. Os cabritos são fortes e crescem rapidamente. Vive bem em regiões montanhosas, assim como em regime de semi ou total estabulação. No Brasil, existem linhagens inglesas e, mais recentemente, canadenses, com produções leiteiras bastante expressivas. Desenvolve-se bem, até mesmo melhorando as raças brasileiras.

Sua cabeça é média, cônica, bela, distinta, alongada, seca e mocha, admitindo-se fêmeas descornadas artificialmente. A fonte e o focinho são largos, notadamente no bode, que deve revelar aparência masculina. O perfil é direito e sub-côncavo. As orelhas são um pouco grandes e/ou pequenas ou médias, levantadas e dirigidas para frente.

Alguns machos apresentam barbas bem desenvolvidas, pescoço forte, bem implantado, proporcional ao corpo. Nas fêmeas, é delgado e harmonioso, com ou sem brincos. Com chifres ou amochado. Os olhos são grandes, castanhos-claros e brilhantes. O trono bem conformado, longo e profundo. O peito largo, regularmente saliente e amplo, tórax profundo e largo, amplo e com costelas bem arqueadas.

Ventre amplo, profundo, de boa capacidade e bem desenvolvido na cabra. Ancas bem separadas. Garupa longa, larga, suavemente inclinada, não muito caída. Membros fortes, de comprimento médio e bem aprumados, secos e bem proporcionais para o corpo. Cascos fortes, limpos acinzentados e/ou amarelos. Úbere simétrico, belo, bem desenvolvido, sem carnosidade, bem inserido ao corpo. Veias mamárias volumosas, bem desenvolvidas e tortuosas. Tetas simétricas, tamanho médio e/ou suficiente grandes para serem ordenhadas. Levemente dirigidas para fora.

A pelagem deve ser de cor marrom uniforme, com grande variação de intensidade, desde marrom escuro até o fulvo e pardo-cinza claro, com duas faixas brancas, contínuas, nas fêmeas - partindo da orelha e passando próximo aos olhos, vão terminar ao lado da boca.

Ponto do focinho e borda de orelhas brancas. Parte distal dos membros branca, sendo que, na face interna, esta mancha continua até a inserção com o tronco. Triângulo branco na inserção da cauda. Nos machos, pêlos lisos e brilhantes, longos e médios, ou curtos. Nas fêmeas, pêlos macios, finos e brilhantes. Pele solta, flexível, macia, clara, acinzentada. Seu peso médio é de 50 kg nas cabras e 70 kg nos bodes. A estatura entre 70 e 80 cm nas fêmeas e 75 e 83 cm nos machos. Mucosa cinza escura.

A Toggenburg, por ser uma raça bastante forte e rústica, suporta condições variadas. Embora prefira regiões montanhosas, vive e produz bem em regime de meia ou completa estabulação. Corresponde bem ao trato e à boa alimentação. Na Suíça, dá em média 600 kg de leite por período de lactação, com 3,5% de gordura. A recordista norte-americana produziu 2.010 kg de leite em um ano.

Sua aparência geral deve revelar vigor e vivacidade, pois é bastante rústica e facilmente aclimatável, sendo uma das raças caprinas mais recomendáveis para o Centro e Sul do Brasil, onde sua adaptação é perfeita, sem perda de suas excelentes qualidades. Pode ser criada a campo ou estabulada.

Destinação: Leite, melhoramento genético

Região mais adequada: Vive bem em regiões montanhosas.

Gurgéia


Fonte: Aprisco

Esta raça pertence a um grupo de caprinos com as características da Moxotó

Raça nativa no Nordeste brasileiro. Algumas autoras sugerem que sejam descendentes da cabra Charqueira de Portugal. Seu nome se deve a um afluente do Rio Parnaíba (PI).

Esta raça pertence a um grupo de caprinos com as características da Moxotó (branca com contorno preto). Seu peso é, em média, 36 kg. A cabeça tem perfil retilíneo. Os chifres são diretos, para cima e pra trás, com as extremidades voltadas para trás. Orelhas pequenas, despontadas e sempre alertas. Pescoço proporcional à cabeça e ao corpo. Dorso tem linha de apresentação reta. Garupa curta e inclinada. O corpo ligeiramente alongado. Membros bem aprumados, terminando em cascos escuros e pequenos. Pelagem castanha, com contorno preto no dorso, ventre e membros.

Produção principalmente de pele e carne. Esta raça está ameaçada de extinção, devido à ocorrência de cruzamentos não orientados das raças nativas entre si, ou com raças exóticas, originando os indivíduos Sem Raça Definida (SRD).

Destinação: Carne, Pele

Cabra Azul

São animais dóceis, têm o tamanho de um cachorro, e gostam da companhia humana, exatamente como um cão. Jamais precisam ser amarradas

A Cabra Azul é originalmente africana, do grupo "Wad", que significa "West African Dwarf" - ou "cabras pequenas do oeste africano".

As orelhas são curtas a medianas, eretas ou horizontais. Chifres curtos (base larga nos machos, mais delicados nas fêmeas). Alguns animais são naturalmente machos. O pêlo é bastante curto, mas os machos apresentam um pêlo mais duro, longo, descendo pelas coxas. A coloração mais comum é "agoute selvagem" (castanho-amarelo ao cinza, com posterior mais vermelha e negra). Mas outras colorações, incluindo o branco e amarelo, também são vistas.

São animais dóceis, têm o tamanho de um cachorro, e gostam da companhia humana, exatamente como um cão. Jamais precisam ser amarradas. Esta é uma de suas principais características.

É fácil distinguir dois tipos primordiais de Cabra Azul: a Nigeriana (da Nigéria) e a Camaronesa (de Camarões).

A Camaronesa Cabra Azul é curta, peluda, uma típica representante do grupo "wad". Tem um corpo pesado, cabeça mais larga e focinho mais curto que a Nigeriana. Tradicionalmente ela é cinza (variando do cinza-prata ao cinza escuro), com leves tons escuros, principalmente na face. Apresenta, quase sempre, uma "estrela branca" na testa e orelhas claras ou chitadas de branco. Os pêlos descem pelas pernas, geralmente curtas e fortes. Os chifres dos machos crescem para cima, autocurvando-se para a face, formando depois um arco para fora em leve eclipse em torno de si mesmo. As pontas dos chifres da fêmeas curvam levemente para a frente em direção à face.

Existem inúmeras denominações para estas cabras africanas:

  • African Dwarf (Africanas Miúdas);


  • Djallonké ou Fouta Djallon, Forest Goat (Cabra da Floresta);


  • Grassland Dwarf (Miúda da Savana);


  • Chèvre Naine des Savanes (Miúda das Savanas)


Nomes locais:

  • Cameroon Dwarf (Miúda de Camarões);


  • Chèvre de Casamance (Senegal);


  • Diougry ou Chèvre Naine L´Est (Mauritânia);


  • Kosi (Camarões);


  • Nigerian Dwarf (Miúda da Nigéria);


Variedades na África:

  • Congo Dwarf (Miúda do Congo);


  • Cote d´Ivoire Dwarf (Miúda da Costa do Marfim);


  • Ghana Forest Goat (Cabra da Floresta de Ghana);


  • Kirdi (Chad);


  • Mossi (Burkina)


Estas cabras miúdas estão sendo bastante procuradas como "pets" (animais de estimação) na Europa e Estados Unidos. Nos EUA, formaram-se as raças "African Pygmy" (Anãs Africanas), através de animais da Alemanha e de exemplares da Nigerian Dwarf (Miúda Nigeriana). Na Inglaterra, formou-se a Pygmy (Anã). Na Holanda, formou-se a Dutch Dwarf (Miúda Holandesa).

Na Inglaterra, até 1870, essas cabras eram expostas no zoológico de Londres. Foram mostradas também no Crystal Palace Show, em 1875, onde o famoso criador britânico Sam Woodiwiss comprou um lote para iniciar uma criação. Dois tipos extremos foram, então, estabelecidos na Inglaterra: o primeiro é originário do grupo "West African Dwarf" ("Wad"), com membros muito curtos, um pequeno ventre tubular caído, corpo arredondado e uma cabeça nitidamente pequena.

O segundo tipo é semelhante ao grupo sudanês, ou ao grupo de pequenas cabras do Leste Africano. São pequenos animais com membros proporcionais.

Estes dois grupos uniram-se na Inglaterra, onde foi fundado o Pgmy Goat Club. Foram mantidas as denominações de cada tipo, de acordo com o país de origem: Nigeriana, Camaroneana, ou simplesmente Cabra do Oeste Africano ou Nilótica ou Sudanesa.

Na Inglaterra, estas cabras recebem o nome de "Pygmy" (miúdas ou anãs): são robustas e compactas. Os machos apresentam mais pêlos que as fêmeas. Atualmente admitem-se todas as pelagens. As principais são de fundo branco, com manchas coloridas, ou então, de duas cores. Sempre surgem animais com pelagem azul, ou cinza-azulado. As orelhas são eretas e a face ligeiramente abauladas. Todas são chifrudas. Altura máxima: 56,5 cm; mínima de 40,5 cm. Peso médio: 20 a25 kg (tipo Wad) e 11 a25 kg (tipo Sudão).

Nos Estados Unidos, o registro genealógico da African Pygmy (Anã Africana) começou em 1975. Hoje, já existe a variedade "Kinder" (“dócil”), obtida por meio do cruzamento com a raça Anglo Nubiana, cujo registro começou em 1988, em Washington. A variedade "Pygora" surgiu no estado de Oregon, em 1980, quando aconteceu o cruzamento da cabra africana Pygmy com a Angorá, o que gerou um livro de Registro Genealógico, em 1987.

A raça "Nigerian Dwarf" (Miúda Nigeriana) foi importada entre 1950-1960 para os Estados Unidos, e também está em franca expansão, como a African Pygmy.

No Brasil, a Cabra Azul não é miúda. Muito pelo contrário, é uma cabra catingueira como todas as demais, e uma excelente guia de rebanho. São rústicas, produzem mais leite e são mais dóceis. Têm sofrido toda a sorte de mestiçagem no correr das décadas.

A pele é escura, as mucosas nasal e perineal são negras ou em tom cinza-escuro. A pelagem é azulada, ou cinza-azulada, podendo apresentar as extremidades bastante escuras. Algumas apresentam o debrum (contorno fortificado) da orelha também escuro. A grande maioria apresenta uma "estrela" clara na testa.

A Cabra Azul sempre foi uma das preferidas do sertanejo. Talvez por influência de 3000 horas de sol nas caatingas, a Cabra Azul brasileira apresenta o pêlo mais azul do mundo, e é superior a todas as outras da raça. Encontrada em pequena quantidade na região do Cariri Paraibano.

Destinação: Leite

Parda Alpina

Fonte: Aprisco

Embora goze de bom conceito entre os criadores nacionais, é tida como uma cabra que apresenta grandes perdas de peso após o parto

A Parda Alpina tem origem na parte meridional dos Alpes Suíços, embora também seja criada em regiões de terras baixas. Na Suíça, são conhecidos dois tipos de Parda Alpina: a Oberhash (mocha) e a Grison (com chifres).

A pelagem, em geral, é castanho-parda, com listra preta na região da nuca e dorso-lombar. Ambos os tipos possuem o chanfro, a ponta das orelhas, a parte distal dos membros e o ventre de cor preta. É verificada também uma linha preta dos olhos ao focinho.

Uma outra variedade da Parda Alpina existe nos Estados Unidos, com a denominação de Franco Alpina, formada a partir de animais procedentes da Suíça e França e cujo padrão racial é bem flexível. Assim, admitem-se, naquele país, animais com pelagem totalmente branca, castanha, cinza, vermelha e negra, inclusive combinações dessas cores. No Brasil, são criadas as variedades Oberhasti-brienz, Grison e Parda Alemã.

A Parda Alpina, embora goze de bom conceito entre os criadores nacionais, é tida como uma cabra que apresenta grandes perdas de peso após o parto. Produz 2,4 kg de leite por dia. Têm lactação de oito meses.

Possuem cabeça comprida, fina e de fronte larga, com perfil retilíneo. Orelhas médias, levantadas e com movimentos rápidos. Pêlos curtos, finos, brilhantes, de cor parda, partindo do acinzentado ao vermelho-escuro. Seus cascos são escuros. Os machos pesam 65 kg, e as fêmeas, 45 kg, em média.

Destinação: Leite

Fragilidades: Apresenta grandes perdas de peso após o parto

Saanen

Fonte: Aprisco

Originária da Suiça, é uma das raças leiteiras mais famosas do mundo

A raça Saanen é originária da Suíça, e criada especialmente nos vales de Sanen, Cantões de Berna e Appenzell, onde as temperaturas médias anuais jamais ultrapassam 9,5ºC. A raça tem, portanto, ajustes fisiológicos indicados para as regiões frias.

É, talvez, a raça leiteira mais famosa do mundo. Tem contribuído para a formação e/ou melhoramento de muitas outras raças caprinas leiteiras. É muito apreciada na Europa, Estados Unidos e outros países.

Fêmea fértil, obtém com freqüência dois cabritinhos por gestação, e às vezes três. Vive bem em regime de confinamento, mas por ser altamente especializada para produzir leite, é extremamente delicada e muito exigente quanto ao regime alimentar.

Seu peso é em torno de 45 a60 kg nas fêmeas e 70 a90 kg nos machos. A altura é de 70 a83 cm nas cabras e 80 a95 cm nos bodes. A pelagem é preferencialmente branca, mas existem animais de coloração creme, com pêlos curtos e finos, podendo ser mais longos no fio do lombo e nas coxas. Para o registro genealógico, são aceitas pequenas manchas de coloração escura na pele e pêlos.

São preferidas as cabras sem barba e sem brincos, assim como são pouco apreciados os de pêlos longos e os chifrudos. A pele é rosada e as aberturas naturais amarelas. São toleradas manchas escuras na pele, mas não nos pêlos.

A cabeça é cônica e alongada, descarnada e elegante. Olhos grandes, amarelos e mansos. Orelhas delicadas e mantidas um pouco acima do horizontal. Normalmente desprovida de chifres. Fronte grande e larga, bem desenvolvida. No macho, a cabeça deve ser bem angulosa, sem chegar a ser grosseira, e apresentar expressão mansa.

O pescoço da cabra é fino e longo, comumente com brincos, enquanto o macho tem pescoço forte, com pêlos mais compridos. Corpo longo e profundo, bem conformado, com a linha superior direita - salvo a garupa, que é curta e oblíqua, preferindo-se que seja longa e larga, não muito inclinada.

As costelas são bem arqueadas, com tendência à magreza, na cabra. Ventre bem desenvolvido, mostrando grande capacidade digestiva. Tórax amplo e profundo e peito bem largo no bode. Úbere inserido alto, bem ligado ao corpo, globular, ou quase, livre de carnosidade, pouco coberto de pêlos, com tetas simétricas, de tamanho médio e forma conveniente à ordenha. Veias mamárias longas, grossas e tortuosas. Membros fortes, direitos e secos, bem propocionados. Os posteriores da cabra têm tendência a serem mais desaprumados e fracos. Cascos bons, de cor amarela.

A Saanen é boa produtora de leite, um tanto magro, com 3,0 a 3,5% de gordura. Cabras médias, criadas em condições normais, produzem 3 litros diários de leite, em um período de lactação de 8 a 12 meses. Na Suíça, a produção média por lactação varia de 600 a800 litros de leite. A recordista norte-americana da raça alcançou 1821 kg de leite em uma lactação de dez meses.

Em regiões de clima temperado, a raça tem bom comportamento, tanto em pastagens de montanhas como de planícies. É precoce e os animais novos engordam facilmente. É a maior das raças suíças, sendo indicada para aumentar o tamanho e a produção leiteira das nossas cabras comuns, pelo cruzamento, sobretudo nos estados do sul brasileiro.

Sua rusticidade não é muito grande no nosso meio. A estabulação permanente e os lugares úmidos lhe são prejudiciais. Entretanto, numa exploração intensiva, em regime de meia estabulação, é uma cabra que mesmo aqui atinge produções bastante elevadas. A sua cor branca parece ser o principal empecilho à sua disseminação nas regiões tropicais e semi-tropicais no Brasil.

Destinação: Leite, melhoramento genético

Clima mais adequado:    Frio, com temperaturas abaixo de 9,5ºC. Em regiões de clima temperado a raça tem com comportamento, tanto em pastagens de montanhas como de planícies. Os lugares úmidos lhe são prejudiciais

Região mais adequada: Europa e EUA

Repartida

Fonte: Aprisco

Raça nativa do Nordeste brasileiro

Raça nativa do Nordeste brasileiro. Os animais apresentam pelagem prata na parte anterior do corpo e baia na posterior, com delimitação irregular, dividida ao meio.

Esta raça também é conhecida como "surrão", que significa pessoa muito suja, ou roupa rasgada e suja. Esta denominação se deve à mistura de pêlos claros e pretos apresentada por alguns animais. O peso médio é de 36 kg.

A cabeça é escura com manchas baias irregulares, de tamanho médio. Pescoço delgado e embutido no tórax, preto com bordo inferior baio. Orelhas medianas e de extremidades arrendondadas, manchadas e com a parte interna preta. O dorso apresenta linha reta. A garupa é curta e inclinada.

O corpo é alongado e de abdômen amplo. Os membros são fortes e baios com manchas pretas nas extremidades. Apresentam pêlos pretos nos quartos posteriores, nas coxas e pernas. A cauda é preta na parte dorsal e clara nos bordos. A prolificidade média é de 1,20 e a mortalidade para animais de até um ano é de 32,9%. O peso médio de animais com um ano de idade é 15 kg. A exemplo da raça Moxotó, a aptidão dos caprinos da raça Repartida é para pele e carne.

Destinação: Carne, Pele

Região mais adequada: Nordeste brasileiro

Moxotó

Fonte: Aprisco

Esta é uma raça criada no Nordeste. O nome vem do Vale do Moxotó, no estado de Pernambuco

O nome vem do Vale do Moxotó, no estado de Pernambuco. De lá, a raça espalhou-se por todo o Nordeste: a cabra Moxotó é criada em Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Bahia, principalmente.

A raça é oriunda de animais introduzidos há séculos pelos colonizadores, criados sem os devidos cuidados quanto à seleção e alimentação, porém extremamente rústicos e produtores de peles excelentes. Os animais atingem 62 cm de altura. As fêmeas adultas pesam de 30 kg a 40 kg.

Apresentam uniformidade de cor, tamanho e tipo. A pelagem é baia ou mais clara, com uma lista negra que se estende do bordo superior do pescoço à base da cauda. Possuem uma auréola negra em torno dos olhos e duas listras negras que descem até a ponta do focinho. As orelhas, a face ventral do corpo e as extremidades dos membros, abaixo dos joelhos e garrões, são também negros, assim como as mucosas, as unhas e o úbere. Nos machos as listras escuras são mais largas e comumente a face e as barbas são negras.

Os pêlos são curtos, lisos, cerrados e brilhantes. A cabeça tem tamanho médio, com fonte convexa e chanfro levemente cavado. Focinho amplo. Orelhas médias, dirigidas lateralmente e um pouco acima da horizontal. Chifres leves, de comprimento médio, saindo para trás, para fora e para cima, em curvadura regular. Os machos freqüentemente possuem barbas.

O pescoço é curto, forte e levantado, e mantém a cabeça elevada. Nas cabras, é mais fino. O corpo é bem feito e músculo, profundo e de comprimento médio. Cruzes pouco cortantes e mais baixas que as ancas. Dorso e lombo direitos e largos. Garupa curta e inclinada, porém larga. Peito forte e proeminente. Tórax amplo.

Ventre longo, volumoso e ajustado ao conjunto. Úbere pequeno, de base reduzida. Tetas bem feitas. Membros secos, fortes, bem agrupados e de comprimento médio. Coxas e braços descarnados. Unhas fortes. A cauda é preta na parte dorsal e clara nos bordos.

A Moxotó é uma cabra rústica e prolífica: 40% de seus partos são duplos. A média é de 1,20 e a mortalidade para animais até um ano é de 32,9%. O peso médio de animais com um ano de idade é 15 kg. Sua produção leiteira é baixa, em torno de meio litro por dia, durante um período de quatro meses. Embora não seja grande, graças à sua musculatura geral, conformação e ossatura leve, é boa produtora de carne. É notável pela uniformidade e como produtora de peles excelentes.

Esta raça é apresentada no padrão homologado pela ABCC como de múltipla aptidão, produzindo leite, pele e carne.

Destinação: Pele

Região mais adequada: Nordeste brasileiro - PI, BA, PE e CE

Canindé

Fonte: Aprisco

Caprinos rústicos, prolíferos, pouco exigentes e resistentes às doenças

O Canindé originou-se de raças trazidas pelos colonizadores. Seu peso é entre 30 e 40 kg. Altura aproximada de 55 cm. A cabeça é de tamanho médio e harmoniosa com o corpo. Chifres são de coloração escura, dirigindo-se para trás, para cima e para os lados, podendo ser freqüente a ausência dos mesmos.

Orelhas são medianas, alertas e bem inseridas. Seu pescoço delgado, harmônico e bem implantado. Dorso de linha de apresentação reta. Garupa inclinada e curta. Ossatura forte, mas delicada, os cascos são medianos, escuros e apresentam bons aprumos. A pelagem é preta, mas com o ventre e o lombo listrado de cor castanho claro ou escuro. Como nos caprinos da raça Moxotó, apresenta em torno dos olhos manchas amarelas ou brancas, descendo duas listas dessa mesma coloração até a comissura labial.

Os pêlos são curtos e brilhantes. Os animais são leves e de pequeno porte. É produtora de leite e carne. A prolificidade varia de 1,29 a 1,43, e a mortalidade situa-se de 15% a 18,6% para animais de até um ano de idade. Para animais com essa idade o peso gira em torno de 15,7 kg. Os caprinos da raça Canindé assemelham-se aos da raça Moxotó e Repartida em tamanho, forma e função, embora seja a que tem maior aptidão leiteira das três.

Destinação: Leite

Região mais adequada: Nordeste brasileiro - PI, PE, BA, RN e CE

Angorá

Fonte: Aprisco

Raça produtora de pêlos, denominados "mohair", de alto preço no mercado mundial

Raça conhecida desde 2400 a.C., originária de Angorá, na Anatólia, Ásia Menor, uma região de solos pobres e temperatura muito variável. Hoje é criada principalmente na Turquia, União Soviética, União Sul-Africana e Estados Unidos.

No interior do Rio Grande do Sul encontram-se alguns exemplares criados de forma extensiva com alto grau de consangüinidade.

Seu peso é de 30 a 55 kg na fêmea e 50 a 75 kg no macho. Estatura de 50 a 60 cm na fêmea e 60 a 70 cm no macho. Sua cabeça é média, cônica, alongada, fina e angulosa. O perfil é retilíneo ou subcôncavo. As orelhas são bem implantadas, largas e finas, horizontais ou levemente caídas, com o pavilhão voltado para baixo, com 20 cm de comprimento por 5 cm de largura.

Os chifres são cinzentos, achatados, saindo para trás, para cima e para os lados, sempre em espiral e simétricos, sendo menores, mais finos e menos torcidos nas fêmeas, e com até 50 cm de comprimento nos machos. Pescoço curto e levantado.

O corpo é bem proporcionado, amplo, comprido e profundo. Linha dorso-lombar direita em nível e carga. Peito largo, no macho. Cruzes baixas e achatadas. Costelas arqueadas, ancas largas e ventre bem sustido. Cauda ereta, curta e deprimida. Defeitos comuns são corpo estreito e garupa caída. Úbere relativamente pequeno.

Membros curtos, bem agrupados. Dispostos em retângulo, ossatura forte e boletos bem sustidos. Sua pelagem é branca, uniforme e lustrosa, com pêlos finos, brilhantes e sedosos, com 20 a 30 cm de comprimento, cobrindo todo o corpo, com exceção do focinho e chanfro, orelhas e extremidades dos membros, que são recobertos por pelagem curta, mais sedosa, formando mechas longas e onduladas, com até 70 cm de comprimento. Apresenta topete sobre a fronte. A pele é rósea e fina e as mucosas são claras.

A Angorá é uma cabra pequena, de aparência elegante e alerta. A qualidade do "mohair" varia com o ambiente e é pior nos climas temperados e quentes. Com esta lã fabricam-se pelúcias, estofamento de móveis e automóveis. As peles são utilizadas na confecção de vestes quentes e pelegos. A carne é fina e saborosa.

A Angorá tem temperamento manso, não suporta a umidade, e é indicada para planaltos e terras onduladas em clima seco. Não é muito prolífica, mas a taxa de nascimento de 70% pode subir, com cuidado, para 100% a 120%. Os cabritos são delicados e não devem sair para o campo antes da idade de 6 semanas. São muito sensíveis às chuvas frias, mas suportam o frio seco. O leite é apenas suficiente para as crias.

Destinação: Pele

Clima mais adequado: Não é recomendável para climas temperados e quentes. Não suporta a umidade. É indicada para planaltos e terra onduladas em clima seco. São sensíveis às chuvas, suportando, porém o frio seco.

Bhuj


Fonte: Aprisco

Raça destinada à produção de pele

Raça originária da área de Kutch, em torno do golfo de mesmo nome, região árida da Índia, próxima à fronteira do Paquistão. Esta raça é também conhecida como Kutch. De acordo com a bibliografia, a primeira importação ocorreu por volta de 1970, permanecendo os animais em quarentena na ilha de Fernando de Noronha e daí levados para Pernambuco e outros estados nordestinos. Os animais puros foram dizimados por verminoses, restando apenas os descendentes mestiços, que foram aceitos pela Associação Brasileira do Criadores de Caprinos (ABCC) como raça brasileira, apesar da mestiçagem. A raça passou a ser chamada de Bhuj Brasileira.



São animais com cabeça pequena e bem conformada, com perfil ultraconvexo, aceitando-se também o convexo. Olhos de cor preta ou castanha. Orelhas com implantação baixa e soltas, paralelas a face, com as extremidades voltadas para fora, longas, largas e pendentes, ultrapassando a ponta do focinho, chitadas ou brancas.



Nos machos, os chifres são curtos, fortes, chatos, dirigidos para cima, para trás e quase sempre formando uma leve espiral. São mais delicados nas fêmeas, em arco ou levemente para frente. A pelagem é preta ou castanha escura. Face com manchas brancas, com os pêlos médios nos machos e mais curtos nas fêmeas. A pele é solta e escura e as mucosas, escuras. Pescoço de tamanho médio e grosso nos machos, e comprido e fino nas fêmeas. Admite-se brincos.



O dorso é comprido e largo, sendo sua linha de apresentação reta. Garupa comprida, larga e um pouco inclinada. Corpo alogado e de abdômen amplo. Membros longos, da mesma forma que a moxotó. Esta raça é apresentada no padrão homologado pela ABCC como de múltipla aptidão, mas apresenta baixa produção de leite e de carne, apesar da estatura elevada.

Destinação: Pele

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More