Fonte: Aprisco
Raça caprina muito rústica e perfeitamente adaptável ao Brasil, com destinação para carne e leite
Mista de leite e carne, produz em média 2 litros de leite por dia, numa lactação de sete meses. Os cabritos vão para o abate aos três meses, já com 21 a22 Kg. É uma raça inglesa, decorrente do acasalamento entre animais nubianos importados da África, Arábia e Índia, por volta de 1895, e caprinos importados nativos, de pelo curto, da Inglaterra. Nesse país, é simplesmente conhecida como Nubiana.
Adapta-se muito bem no Brasil, produzindo mestiços com boa aptidão leiteira, precoces e com carne de qualidade. Tem a cabeça pequena, muito bem conformada, levantada e alerta, apresentando perfil convexo. Por essa razão, é conhecida como "a cabra de nariz romano", com uma depressão em sua ligação com o fronte. Orelhas grandes, pesadas, caídas junto à cabeça indo até o focinho, com o pavilhão interno voltado para a face e as extremidades dirigidas para a frente. Essa característica lhe confere um aspecto aristocrático. Olhos grandes e brilhantes. A cabeça da cabra é mais fina e oblicada que a do bode, não chegando a ser fraca. Não possui chifres e tem o perfil, orelhas e olhos semelhantes aos do macho.
O pescoço, de tamanho médio, fino, bem implantado na cabeça e tronco, tem posição levantada. Machos e fêmeas podem apresentar barbela de tamanho pequeno. A cernelha não é alta, as espáduas são obliquas e as costelas, compridas e bem arqueadas. Peito não muito largo. Linha dorso-lombar com tendência a subir em direção à garupa, que, por sua vez, é ampla e inclinada. Corpo bem proporcionado. No bode, há uma tendência para as cruzes serem altas e o lombo enselado, o que se deve procurar corrigir. A ossatura e a musculatura geral são mais fortes que na raça Nubiana. O úbere é grande, cheio, flexível, com as duas metades iguais e não carnudas, profundamente pendido, antes dependurado, ligado alto atrás, com tetas grandes e bem colocadas. Veias mamárias grandes e tortuosas.
Membros longos, fortes, secos e vem aprumados. Cascos fortes e com coloração de acordo com a pelagem, escuros. Peso mínimo de 55 kg na cabra e 75 kg no bode. Estatura de 60 a70 cm na fêmea e 70 e 90 no macho. Pelagem muito variada, semelhante a da Nubiana, freqüentemente malhada ou "tartaruga", sendo comum combinação de pelos pretos, vermelho, pardos. É preferível, porém, que esteja livre de qualquer indício de pelagem de Toggenburg. Os pelos são curtos, lustrados, de grossura regular, embora nos machos seja mais espessos com maior tamanho ao longo da linha da nuca e dorso-lombar. A pele é frouxa. Mucosa escura.
É uma cabra de aspecto alerta e atraente. Embora parecida com a Nubiana, é a mais alta e mais elegante, mais forte, produz mais carne, porém é menos leiteira. Mesmo assim, é boa produtora, pois dá diariamente de 2 a4 litros de um leite muito gordo, com 6% ou mais de gordura.
A prolificidade é quase tão boa quanto a da Nubiana. Os cabritos são grandes, robustos, precoces e de carne muito boa. É muito rústica e perfeitamente adaptável ao Brasil, salvo nas regiões muito úmidas. É criada sobretudo nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Tem grande preponderância na transmissão de seus caracteres pelos cruzamentos, sendo fácil confundir mestiços Nubianos, Toggeenburg com Nubianos, o que requer cuidados na verificação da origem pelos compradores. É uma das raças mais recomendáveis ao Brasil. Produz, com caprinos comuns, mestiços dotados de boa aptidão leiteira, de crescimento rápido e produtores de carne de boa qualidade.
Destinação: Carne, Leite
Clima mais adequado: Adapta-se muito bem no Brasil, salvo nas regiões muito úmidas
Região mais adequada: RJ, BA, MG, SP
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